sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Sentido do Natal

'Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para else na hospedaria.' Lucas 2. 6 e 7.

Qual é o sentido do Natal?

Uma festa para troca de presentes, para ceia em família, para enfeitar a Casa com luzes e bolas coloridas, para montar o presépio, para comer panetonne, Peru? Não, o Natal tem um sentido mais profundo. O nascimento de Cristo tem conseqüências que vão além da festa de uma dia de dezembro, ele tem a dimensão e o peso de um propósito eterno.

É o dia em que o divino se torna humano.

O propósito do nascimento de Cristo, é resgatar a humanidade caída. Se o pecado entrou por um homem a salvação veio por outro homem. Nós não somos o que deveríamos ser. Jesus vem reescrever toda a história do ser humano. Ele vem transformar o fracasso em vitória, a tristeza em alegria. Ele vem fazer com que a vida vazia se torne plena de sentido, vida abundante.

Ele vem trazer luz para as trevas; alegria para os entristecidos, alento para o cansado, esperança para o desesperado.

Ele vem destronar os poderosos e exaltar os humildes.

Ele vem dizer que Deus nos AMA, que Deus se importa com a nossa vida e com as coisas que nos acontecem. Até mesmo com as coisas mínimas, como um fio de cabelo de nossa cabeça que cai.

É o dia em que o eterno se torna histórico.

No passado, podíamos ver intervenções de Deus na história caracterizadas pelo que chamamos de teofanias. Eram aparições momentâneas de Deus. Essas intervenções de Deus, ficavam na memória daqueles que a presenciavam e davam ao lugar, como Jacó fez com Betel.

Agora, já não é Deus entre nós, mas, Deus conosco, Emanuel.

Que Nome bonito, Deus conosco, Deus irrompendo na história, fazendo parte da história.

Deus armou a sua tenda no meio dos homens.

Aquele que não sabia o que era passado, presente, ou futuro, porque habitava na eternidade, passa a conhecer a realidade humana das horas, dos dias, dos anos.

Passou nove meses no ventre de uma mulher. Ao oitavo dia foi circuncidado. Passou pela infância, adolescência, juventude e a idade adulta.

Passou pela agonia das horas que antecedem a morte. Experimentou a noite longa que parecia nunca terminar, em que as inquietações faziam com que as horas se arrastassem como anos. A mesma que nós já passamos, quando estamos diante do corpo de alguém que amamos e já não está entre nós. Quando velamos o sono do filho doente. Experimentou as horas de agonia na Cruz em sede e dor.

É o dia em que o misterioso se torna conhecido.

Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho.

Como Deus é? Ele se revela a Moisés no meio de uma sarça ardente, de uma montanha fumegante. A Elias ele se revela por meio de uma brisa suave.

Ele se revelou por meio de sonhos, visões.

Agora Ele se revela em Jesus Cristo. Em Cristo Deus nos mostra o seu rosto de amor.

Mas o mistério de Cristo não é apenas a revelação da face de Deus. O mistério de Cristo é também a revelação do propósito Redentor de Deus. O mistério é o propósito de Deus de resgatar o perdido, de amar aqueles que eram indignos do seu amor.

I Coríntios 2.7 Ao contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princípio das eras, para a nossa glória.
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